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Just married: Débora e Daniel
24 de maio de 2013

“Nunca pensei em fazer uma cerimônia ao ar livre, pois não se pode prever se no dia vai chover ou não, mas quando conheci a vinícola não resisti, o local não poderia ser outro. Comecei a imaginar como seria um casamento realizado naquele lugar lindo e fui me apaixonando cada dia mais pelo farm style americano.

Para deixar o dia mais emocionante, um temporal resolveu cair naquela manhã de sábado. O salão já havia sido preparado para que a cerimônia se realizasse lá. Minutos antes do horário programado para o início o sol brilhou tímido entre as nuvens e um sorriso surgiu no cantinho dos meus lábios. Foi preciso o incentivo do nosso destemido fotógrafo, Franco Rossi, para criar coragem para reorganizar toda a cerimônia ao ar livre.

Casamos entre as árvores, em um lugar onde se via no horizonte as videiras e o lago e se podia ouvir o canto dos pássaros, restando para a decoração muito pouco, apenas uma mesa de apoio e um círculo de pétalas brancas, muito simples, natural e lindo. A cerimônia não foi convencional – não foi nem religiosa nem com efeito civil – (essas foram realizadas mais intimamente dias antes). Foi uma cerimônia familiar, montada por nós e pelo celebrante (meu primo), abençoado pela minha amada avó e com participação somente de familiares.

O coquetel foi realizado embaixo de uma figueira, iluminada por uma chuva de luzinhas e decorada com vasinhos pendentes com flores. Após o brinde, fogos iluminaram o céu e só então os convidados foram para o salão.

Um jantar delicioso foi servido, ao som de um piano tocado ao vivo (uma das minhas paixões). Pequenos corações nas cadeiras indicavam o lugar de cada um. As mesas de madeira não foram escondidas com toalhas, apenas decoradas com delicadas fitas. Para complementar, arranjos florais baixos em tons de rosa e castiçais mais altos decorados com cristais.

O ponto focal foi a mesa de doces, que com objetos e fotos de família contou toda a nossa história. Foram usados móveis rústicos, xícaras de chá serviram de vasos para as flores e as gaiolas (que pareciam flutuar) ao invés de aprisionar pássaros, foram decoradas com flores e cristais.

A papelaria também foi muito pessoal. Foram usados bonecos articulados de madeira como modelos para o convite, cerimonial, marcação de mesas, menu e placas nas portas dos sanitários.

Tive a sorte de encontrar uma cerimonialista fantástica que me entendeu muito bem, pensava muito parecido comigo e topou todos os desafios que propus, e me ajudou a selecionar os profissionais perfeitos para cada segmento do evento. Sinto muitas saudades de toda a preparação, das reuniões e conversas que tive com a pessoa que conseguiu transformar esse sonho em realidade, a querida Claudya.

Se me senti uma princesa? Não, me senti eu mesma, vivendo meu sonho mais lindo, meu dia mágico de contos de fadas com meu amado, cercados de pessoas queridas que fazem parte da nossa vida.”

Fonte: Gabi