VINHO TINTO AJUDA A TRANSFORMAR GORDURA DO MAL EM GORDURA DO BEM

VINHO TINTO AJUDA A TRANSFORMAR GORDURA DO MAL EM GORDURA DO BEM
29 de julho de 2016

Beber vinho tinto (com moderação, claro) pode ajudar a controlar o peso. A conclusão é de um estudo norte-americano, que revela que um composto presente nesta bebida alcoólica e em várias frutas como as uvas, as framboesas ou as maçãs é capaz de transformar o excesso de gordura branca – a chamada gordura “má” – em gordura bege, que queima calorias.

De acordo com uma equipa de investigadores da Washington State University, nos EUA, esta descoberta pode significar o desenvolvimento de novas estratégias para a prevenção e o tratamento da obesidade, corroborando estudos prévios que apontavam para uma capacidade protetora do composto em causa, o resveratrol, contra esta doença.

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Trata-se de um polifenol, ou seja, um tipo de antioxidante, que, além de presente no vinho tinto, é fácil de encontrar na maioria das frutas, em especial os mirtilos, os morangos, as framboesas, as uvas e as maçãs. Cerca de duas ou três porções diárias, revelam os cientistas, são o suficiente para evitar chegar a um peso excessivo.

“Usamos o resveratrol como um ‘representante’ de todos os outros polifenóis. Estamos a estudá-lo na sua forma pura para sermos consistentes com um estudo que saiu há 20 anos na revista científica ‘The Lancet’ e que mostrava que o resveratrol no vinho tinto tinha efeitos benéficos”, explica, em comunicado, Min Du, um dos autores da nova investigação.

Composto “trava” o aumento excessivo de peso

No âmbito do estudo, Du e os colegas alimentaram um conjunto de modelos animais (ratinhos adultos) com uma dieta rica em gorduras, administrando-lhes, também, resveratrol em diferentes quantidades.

Aqueles que receberam o composto numa quantidade equivalente a duas a três porções de fruta por dia (para humanos) “ganharam cerca de 40% menos peso do que os do grupo de controlo”, revelam os cientistas.

Os ratinhos cuja dieta continha resveratrol conseguiram, também, transformar a gordura branca que tinham em excesso no organismo em gordura bege, um tipo de gordura “ativa” que queima energia e cuja existência foi apenas descoberta há alguns anos. Até aí, os investigadores acreditavam que só havia duas “gorduras”: a branca e a castanha.

Segundo Min Du, a gordura bege situa-se entre estas duas, sendo gerada a partir da gordura branca que, quando em excesso, pode ser prejudicial ao organismo. “O resveratrol é capaz de acelerar e melhorar esta conversão da gordura branca em bege e, em última instância, prevenir parcialmente a obesidade”, afirma o investigador.

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Benefícios da fruta são mais diretos que os do vinho

Min Du, cujo estudo foi publicado na revista científica Journal of Obesity, explica que “os polifenóis na fruta, incluindo o resveratrol, aumentam a expressão dos genes que melhoram a oxidação das gorduras absorvidas pela dieta de forma a que o organismo não fique sobrecarregado”.

Estes compostos convertem, portanto, “a gordura branca em gordura bege, que elimina os lípidos sob a forma de calor, ajudando a manter o corpo em equilíbrio e prevenindo a obesidade e as disfunções metabólicas”.

Os investigadores chamam, porém, a atenção dos apreciadores de vinho tinto, já que as quantidades de resveratrol existentes na bebida são muito inferiores às que existem, por exemplo, nas frutas frescas, que são uma opção mais recomendável.

“O conteúdo polifenóico é o que é verdadeiramente importante. Acreditamos que é possível aumentar a ingestão total destes compostos através de um aumento direto do consumo de fruta”, salienta Min Du, acrescentando que vinhos como o ‘Merlot’ ou o ‘Cabernet Sauvignon’ contém apenas uma fração do resveratrol e de outros compostos presentes nas uvas.

“Muitos dos polifenóis mais benéficos são insolúveis e acabam por ser filtrados durante o processo de produção do vinho”, destaca o investigador, sugerindo aos consumidores que queiram acrescentar à dieta mais fibras e uma série de compostos bioativos que optem pela fruta com mais frequência.

Fonte: Gastronomia

Na pele, no cabelo, no banho: 4 produtos e serviços com vinho para se deliciar
22 de julho de 2016

Vinho vai bem o ano todo, ainda mais no frio. Mas vai bem também na pele, no cabelo, no banho… Assim como a bebida pode trazer benefícios para a saúde de quem a consome com moderação, também é matéria-prima para cremes, xampus, sabonetes e outros tantos produtos que prometem ação anti-idade, hidratação e muito mais. E ainda por cima têm aroma de vinho! Confira uma seleção de achados – incluindo marcas gaúchas.

1.Spa do Vinho

A vinoterapia tem endereço certo em Bento Gonçalves: o Spa do Vinho Hotel & Condomínio Vitivinícola. Aberto não só para hóspedes, o centro de rejuvenescimento, relaxamento e desintoxicação com produtos à base de uva oferece tratamentos como massagens, esfoliações e banho de barrica. Os cosméticos são da linha francesa Caudalie, desenvolvidos na Universidade de Bordeaux para aproveitar o potencial dos polifenóis extraídos do mosto da uva após o processo de vinificação – à venda no local. E em breve o Spa do Vinho terá também uma linha própria de óleos essenciais. Para completar, você curte as belas paisagens do Vale dos Vinhedos.

2. Malbec

Esta é para eles: um dos perfumes da linha masculina de O Boticário é inspirado no universo dos vinhos. E tem um ingrediente que faz diferença – em sua composição vai álcool vínico, macerado em barris de carvalho francês.

3. Essência di Fiori

Desde 2006, a marca de Bento Gonçalves aposta no vinho e na uva como matéria-prima para seus cosméticos. Tem de tudo: xampu, condicionador, máscara para cabelos, leave-in, gloss, sabonete, hidratante… Na linha espumantes premium, você encontra, por exemplo, o sérum renovador facial, que promete revitalizar a pele e prevenir sinais de envelhecimento. A experiência de misturar bebida e cosméticos deu tão certo que eles lançaram também a linha erva-mate.

4. Vinotage

De Garibaldi, a Vinotage tem linhas de produtos para rosto, corpo, cabelo, banho e até para casa. Que tal tomar um banho com sais Espumante Champagne, com extrato de sementes de uva e óleos essenciais de lavanda, cravo, ylang ylang, andiroba e cumaru, usando um sabonete líquido Banho de Uvas e uma máscara de relaxamento para diminuição de bolsas e olheiras, que age graças ao peso das sementes de… uvas? Mais: você pode ainda fazer tudo isso em um banheiro perfumado com um aromatizador de Champagne.

Fonte: Donna

Com que vinho eu vou?
15 de julho de 2016

Esse friozinho europeu é a cara do vinho e eu, como bom amante de tudo que se põe à mesa, fiquei com vontade de falar um pouco sobre isso.

Vou explicar um pouquinho sobre que vinho vai bem com o quê (Foto: Divulgação)
Vou explicar um pouquinho sobre que vinho vai bem com o quê (Foto: Divulgação)

Esse friozinho europeu é a cara do vinho e eu, como bom amante de tudo que se põe à mesa, fiquei com vontade de falar um pouco sobre isso. Mas já aviso: este post é para iniciantes. Se você é um entendedor, dê sua opinião nos comentários aqui embaixo. Assim podemos trazer mais gente para o mundo das uvas. Vem comigo?

Recentemente fui à vila de Conegliano, região do prosecco, na Itália, para me aprofundar na produção de queijos artesanais. Quando cheguei, a primeira coisa que me foi dita foi: “queijo se come com prosecco ou com vinho branco e PONTO!”. Sem mais discussões. Ou seja: apesar de a maioria das pessoas fazer reuniões de queijos e vinhos com tinto, isso é um sacrilégio. Não combina.

Pensando nisso, vou explicar um pouquinho sobre que vinho vai bem com o quê. Mas, antes de continuar, uma curiosidade: só é chamado de champagne o espumante produzido na região de Champagne, na França. Os demais são chamados de prosecco, que é a principal uva usada na produção deste vinho espumante da Itália. Tiago também é cultura! ;)

Tinto vai bem com carnes e embutidos, mas, como são vários tipos de tinto e eles são bastante versáteis, vamos destrinchar um pouquinho mais:

TINTOS LEVES
Os leves, que são o Pinot Noir e o Merlot, vão bem com carne branca ou vermelha sem muito molho, carne magra grelhada, frango assado ou cozido, pizza e pasta com molhos sem muito tempo de cozimento.

TINTOS ENCORPADOS
As uvas Cabernet, Malbec e Syrah combinam com pasta com ragu (cozidos do tipo rabada ou costela), molho de tomates bem encorpado, carne de caça ou outras fortes, como cordeiro e avestruz, churrasco e carne assada no forno ou lenha. Uma dica: eles ficam bons pra burro com churrasco, muito melhor do que cerveja.

BRANCOS FRUTADOS OU ENCORPADOS
Como é o caso do Chardonnay, os brancos frutados ou encorpados harmonizam com peixes no molho à base de creme de leite ou manteiga, pasta leve e até uma carne vermelha sem muito tempero.

BRANCOS FRESCOS E AROMÁTICOS
Os frescos e aromáticos, como o Sauvignon Blanc, vão super bem com frutos do mar, pasta ao sugo e sozinho como aperitivo ou à beira da piscina. Hmm!

ROSÉS
Já o rosé, mais ignorado dos vinhos, é na verdade um grande coringa que vai bem com quase tudo e pode acompanhar a refeição do começo ao fim. Por exemplo, eles combinam muito com pratos de carne magra grelhada, frango assado, verdura gratinada, pasta fresca, charcutaria, entradas, tortilhas e omeletes.

ESPUMANTES
Também vão bem com diversos pratos, mas a sua excelência se dá quando servidos como aperitivos, harmonizando muito bem com queijos de massa mole, como o Brie e o Camembert, peixes fumados (salmão), entradas e aperitivos.

Mas, como quase tudo na vida, vinho é uma questão de gosto. Então, não ignore seus instintos e tente novas experiências. O vinho bom é aquele que você gosta e PONTO!

Fonte: GShow

Erros imperdoáveis na arte de beber vinho
11 de julho de 2016

Beber vinho é um prazer muito saudável. Mas quem está começando a se aprofundar ou até mesmo para fãs antigos da bebida pode, eventualmente, surge alguma dúvida de como fazer para obter o melhor do sabor, aromas e sensações da bebida.

Servir o vinho com temperatura inadequada, usar taças inapropriadas ou tomá-lo com alimentos que não combinam são erros cometidos com frequência. O diário espanhol El País consultou três especialistas europeus para tirar todas as nossas dúvidas e nós contamos tudo para você. Confira:

Erro nº 1: Sempre abro a garrafa de vinho meia hora antes

Não estará fazendo nenhum mal ao conteúdo, mas tampouco vai trazer benefícios. Se você suspeitar que o vinho precisa ser aberto, remova a rolha com várias horas de antecedência, ou faça uma decantação ou aeração (uma decantação vigorosa). “A porcentagem de oxigênio que influencia a capacidade dessa garrafa de 750 ml é muito reduzida”, diz o sommelier Iván Martínez. “Se queremos oxigenar o vinho porque está fechado, por ser um amadurecido que precisa respirar, ou de certas variedades de uva que precisam de mais oxigênio, faz mais sentido fazer uma aeração ou decantá-lo. Fazendo apenas isso vamos evitar ter de abri-lo uma hora antes ou duas. Isso vai ter algum efeito, mas muito pouco; terá mais efeito, se realmente precisar, aerá-lo ou decantá-lo”, diz Martínez.

Erro nº 2: Encho completamente a taça de vinho

Somos esplêndidos! Que não falte nada aos nossos convidados: além de empanturrar seus pratos, enchemos suas taças até transbordar… E, mesmo com boas intenções, estamos dando uma má impressão. O sommelier Martínez, Nariz de Ouro 2014, recomenda enchê-las “sempre menos da metade. Por muitas razões: porque o vinho esquenta muito; porque se você enche completamente não pode mexer a taça para destacar o vinho… Vamos diminuir [a intensidade do] vinho. Além disso, na hora de tomá-lo, é possível dosá-lo melhor e não enche tanto a boca. Para mim, parece um pouco ofensivo quando colocam muita quantidade”.

Encho completamente a taça de vinho

Encho completamente a taça de vinho

Erro nº 3: Servi-lo no copo

Pode ser que beber água em uma taça Bordeaux seja muito chique; fazer o contrário — tomar vinho em um copo de água —denota inexperiência. Se utilizar um copo normal ou um do tipo achatado, estará perdendo grandes coisas. “Uma taça de vinho com certa altura e com um balão que tenha um diâmetro é vital para que, ao mexer o vinho, ele se oxigene e todos seus aromas possam ser volatilizados”, aconselha Martínez. A haste da taça permite segurá-la sem ter que colocar os dedos na altura do vinho, aquecendo-o. Guillermo Cruz, do Mugaritz, concorda: “Em uma taça, o vinho sempre cresce. Mas, no fundo, o importante é consumi-lo, que seja algo de todos os dias, porque é parte da nossa cultura; o resto é secundário.

Erro nº 4: Um vinho mais caro é sempre melhor

A afirmação é desmentida por Alicia Estrada, autora do livro Os 100 Melhores Vinhos Por Menos de R$30: “Há vinhos caros excepcionais, e vinhos por menos de 10 euros (40 reais) também excepcionais. Muitas pessoas me dizem que provaram um caro e se decepcionaram. E era excepcional. Acho que temos de comprar os vinhos que podemos e sabemos desfrutar. Os caros às vezes são difíceis, fechados, precisam de uma certa preparação sensorial, um certo conhecimento, uma experiência…” A especialista também aponta que o conceito de “melhor” é relativo: “O vinho é uma bebida de momentos. Não é o mesmo aquele do domingo, o da paella que você toma com a família, e o de uma noite romântica, o que alguém toma com clientes em um jantar de trabalho”.

m vinho mais caro é sempre melhor

m vinho mais caro é sempre melhor

Erro nº 5: Um vinho reserva é sempre melhor do que um vinho jovem

“Depende”, diz Alicia Estrada. “No caso de um reserva, a única coisa que diz é que passou muitosmeses em barril, e, portanto, terá maiores condições de durabilidade. Você pode guardá-lo por mais tempo. Não é uma garantia de qualidade.” O barril fornece sabores e aromas, o que os vinhos jovens não possuem, mas muitos deles oferecem, em troca, frutosidade, frescor e um toque mais moderno. Se o processo de maceração carbônica é aplicado, podem ganhar na intensidade de sabor e de cor.

Erro nº 6: Se meu vinho está quente, jogo um cubo de gelo!

Já vimos isso, especialmente nos brancos e rosé; sacrilégio apenas comparável à atrocidade de misturar um reserva com refrigerante de cola. “É uma pena, porque ao jogar gelo estamos misturando vinho com água”, diz Guillermo Cruz, eleito Melhor Sommelier da Espanha 2014. “É preciso pensar que, por trás de cada garrafa, existe um trabalho maravilhoso, uma filosofia, alguém que está todo ano esperando essa safra para que, no final, sua emoção se transforme em uma garrafa. É quase preferível manter o vinho na geladeira por mais cinco minutos do que acrescentar um cubo de gelo. Perde-se o equilíbrio do vinho.”

Beber vinho é um prazer muito saudável. Mas quem está começando a se aprofundar ou até mesmo para fãs antigos da bebida pode, eventualmente, surge alguma dúvida de como fazer para obter o melhor do sabor, aromas e sensações da bebida.

Servir o vinho com temperatura inadequada, usar taças inapropriadas ou tomá-lo com alimentos que não combinam são erros cometidos com frequência. O diário espanhol El País consultou três especialistas europeus para tirar todas as nossas dúvidas e nós contamos tudo para você. Confira:

Erro nº 1: Sempre abro a garrafa de vinho meia hora antes

Não estará fazendo nenhum mal ao conteúdo, mas tampouco vai trazer benefícios. Se você suspeitar que o vinho precisa ser aberto, remova a rolha com várias horas de antecedência, ou faça uma decantação ou aeração (uma decantação vigorosa). “A porcentagem de oxigênio que influencia a capacidade dessa garrafa de 750 ml é muito reduzida”, diz o sommelier Iván Martínez. “Se queremos oxigenar o vinho porque está fechado, por ser um amadurecido que precisa respirar, ou de certas variedades de uva que precisam de mais oxigênio, faz mais sentido fazer uma aeração ou decantá-lo. Fazendo apenas isso vamos evitar ter de abri-lo uma hora antes ou duas. Isso vai ter algum efeito, mas muito pouco; terá mais efeito, se realmente precisar, aerá-lo ou decantá-lo”, diz Martínez.

Erro nº 2: Encho completamente a taça de vinho

Somos esplêndidos! Que não falte nada aos nossos convidados: além de empanturrar seus pratos, enchemos suas taças até transbordar… E, mesmo com boas intenções, estamos dando uma má impressão. O sommelier Martínez, Nariz de Ouro 2014, recomenda enchê-las “sempre menos da metade. Por muitas razões: porque o vinho esquenta muito; porque se você enche completamente não pode mexer a taça para destacar o vinho… Vamos diminuir [a intensidade do] vinho. Além disso, na hora de tomá-lo, é possível dosá-lo melhor e não enche tanto a boca. Para mim, parece um pouco ofensivo quando colocam muita quantidade”.

Encho completamente a taça de vinho

Erro nº 3: Servi-lo no copo

Pode ser que beber água em uma taça Bordeaux seja muito chique; fazer o contrário — tomar vinho em um copo de água —denota inexperiência. Se utilizar um copo normal ou um do tipo achatado, estará perdendo grandes coisas. “Uma taça de vinho com certa altura e com um balão que tenha um diâmetro é vital para que, ao mexer o vinho, ele se oxigene e todos seus aromas possam ser volatilizados”, aconselha Martínez. A haste da taça permite segurá-la sem ter que colocar os dedos na altura do vinho, aquecendo-o. Guillermo Cruz, do Mugaritz, concorda: “Em uma taça, o vinho sempre cresce. Mas, no fundo, o importante é consumi-lo, que seja algo de todos os dias, porque é parte da nossa cultura; o resto é secundário.

Erro nº 4: Um vinho mais caro é sempre melhor

A afirmação é desmentida por Alicia Estrada, autora do livro Os 100 Melhores Vinhos Por Menos de R$30: “Há vinhos caros excepcionais, e vinhos por menos de 10 euros (40 reais) também excepcionais. Muitas pessoas me dizem que provaram um caro e se decepcionaram. E era excepcional. Acho que temos de comprar os vinhos que podemos e sabemos desfrutar. Os caros às vezes são difíceis, fechados, precisam de uma certa preparação sensorial, um certo conhecimento, uma experiência…” A especialista também aponta que o conceito de “melhor” é relativo: “O vinho é uma bebida de momentos. Não é o mesmo aquele do domingo, o da paella que você toma com a família, e o de uma noite romântica, o que alguém toma com clientes em um jantar de trabalho”.

um vinho mais caro é sempre melhor

Erro nº 5: Um vinho reserva é sempre melhor do que um vinho jovem

“Depende”, diz Alicia Estrada. “No caso de um reserva, a única coisa que diz é que passou muitosmeses em barril, e, portanto, terá maiores condições de durabilidade. Você pode guardá-lo por mais tempo. Não é uma garantia de qualidade.” O barril fornece sabores e aromas, o que os vinhos jovens não possuem, mas muitos deles oferecem, em troca, frutosidade, frescor e um toque mais moderno. Se o processo de maceração carbônica é aplicado, podem ganhar na intensidade de sabor e de cor.

Erro nº 6: Se meu vinho está quente, jogo um cubo de gelo!

Já vimos isso, especialmente nos brancos e rosé; sacrilégio apenas comparável à atrocidade de misturar um reserva com refrigerante de cola. “É uma pena, porque ao jogar gelo estamos misturando vinho com água”, diz Guillermo Cruz, eleito Melhor Sommelier da Espanha 2014. “É preciso pensar que, por trás de cada garrafa, existe um trabalho maravilhoso, uma filosofia, alguém que está todo ano esperando essa safra para que, no final, sua emoção se transforme em uma garrafa. É quase preferível manter o vinho na geladeira por mais cinco minutos do que acrescentar um cubo de gelo. Perde-se o equilíbrio do vinho.”

Fonte: WineChef

Que Copo usar para beber Vinho?
4 de julho de 2016

Copos ou taças de vinho existem nos mais diversos tamanhos e formatos. Entretanto, não é preciso usar um recipiente muito sofisticado como o da foto ao lado para aproveitar ao máximo um bom vinho. Boa parte dos sabores que percebemos no vinhos vêm dos aromas. O formato do copo de vinho, assim como seu tamanho, é diretamente responsável pela intensidade da nossa percepção desses aromas.

Você precisa ter apenas 3 tipos de taças diferentes: uma para vinho tinto, uma para o branco e outra para os espumantes (Champagnes, Cavas, Espumantes brasileiros e portugueses).

A taça para vinhos tintos: A Bordeaux

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Taça do tipo Bordeaux

A taça do tipo Bordeaux tem uma base larga, estreitanto na boca. Vinhos tintos são naturalmente mais complexos e têm mais tanino que os brancos e espumantes. A base larga da taça Bordeaux permite bastante contato do vinho com o ar, aumentando a velocidade com que o vinho oxida e tornando os taninos um pouco menos ríspidos ao paladar.  A boca da taça, mais estreita, é importante também para manter os aromas do vinho dentro da taça, diminuindo a velocidade com que escapam.

Lembre-se que uma dose padrão de vinho tem 150 ml. Uma taça de bom tamanho tem entre 400 a 700 ml, permitindo uma boa quantidade de ar dentro da taça para possibilitar a oxidação do vinho.

A taça para vinhos brancos

Imagem por André Karwath, distribuída através da licença CC BY-SA 3.0

Imagem por André Karwath, distribuída através da licençaCC BY-SA 3.0

Vinhos brancos têm muito menos tanino que os vinhos tintos. Por isso, não é desejável que oxidem tão rapidamente como no caso dos tintos.

A taça para vinhos brancos precisa ser, portanto, um pouco mais estreita e menor que a dos tintos. Vinhos brancos são normalmente servidos mais gelados que os tintos e este tipo de taça reduz a velocidade com que o vinho esquenta.

Por serem copos mais estreitos, a área da superfície do vinho em contato com o ar é menor, permitindo que o vinho oxide mais lentamente, mantendo o sabor inalterado por mais tempo.

 A taça para vinhos espumantes: A tulipa

Foto usada sob licença Creative Commons de Alan Antiporda

Quem não conhece a taça de champagne? Conhecidas como tulipas, são taças mais estreitas que as de vinho branco. O grande diferencial de um espumante é justamente o gás carbono que dá aquela sensação frizante no paladar. Quando servido em uma taça deste tipo, o espumante tem uma área de contato com o ar bem mais reduzida, minimizando a perda da carbonação para o ar. A taça de champagne também costuma ter uma alça mais alta, para reduzir as trocas de calor com a mão e manter o vinho espumante gelado por mais tempo.

Taças para sua coleção

Existem alguns fabricantes tradicionais alemães que fazem taças de cristal de qualidade, que custam entre R$30,00 a R$50,00 em agosto de 2014. Procure pela Schott Zwiezel, Spiegelau ou Stolzle nas lojas online e casas gourmet.

Fonte: QueVinho

Benefícios do Vinho
24 de junho de 2016

Uma das bebidas mais antigas do mundo, até hoje o vinho é objeto de estudos, mas a uma conclusão já se chegou: quando ingerido com parcimônia, de fato traz benefícios à saúde.

Entre as propriedades mais estudadas está o fator de prevenção de doenças cardiovasculares, enfermidades que constituem a maior causa de mortes no mundo. A bebida tem ação antiplaquetária, pois contribui para a redução dos níveis de lipídios e colesterol, agentes responsáveis pela formação de placas que podem obstruir as artérias. Além disso, é um vasodilatador, o que favorece a redução da pressão sanguínea. Essas duas características fazem do vinho um importante aliado contra o infarto.

Já os polifenóis, em especial os flavonoides encontrados na uva, contribuem para acelerar o metabolismo, o que ajuda no controle do peso. Os mesmos componentes atuam na prevenção de doenças neurodegenerativas, como a demência. Outras bebidas alcoólicas também possuem essas substâncias, mas o vinho se destaca. Segundo a biomédica, professora e pesquisadora do Centro Universitário Metodista do IPA, Caroline Dani, compostos fenólicos estão presentes também no suco. “Ambos apresentam propriedade antioxidante, que promove melhora cognitiva e da memória. O suco possui menos que o vinho, mas em geral as pessoas consomem mais suco.”

Estudos mais recentes indicam que o vinho pode ter também ação anticancerígena, devido a alguns compostos como o resveratol. Propriedades desse tipo, entretanto, ainda são objetos de pesquisa.

Quanto ingerir?

Para que os benefícios não se transformem em danos, seja comedido. A quantidade recomendada estabeleceu-se da seguinte forma: para suco, aproximadamente 400 ml por dia. Para vinho, atualmente se defende que os benefícios já podem ser garantidos com o consumo de uma taça (aproximadamente 100 ml) , mas são recomendadas duas por dia, sempre junto com as refeições.

Fonte: Drauzio Varella 

Aprenda a falar de Vinhos corretamente
24 de junho de 2016

Para falar de Vinhos corretamente, temos necessariamente que conhecer os significados das palavras usadas.

 Aberto:

Diz-se do vinho com pouca densidade de cor ou que, com os anos, perdeu a intensidade da cor.

Acácia, flor de:

Aroma floral que se encontra em alguns brancos muito delicados (Riesling, Sauternes, Gewürztraminer, etc.)

Açafrão:

Aroma a especiarias, que recorda o açafrão.

Acariciante:

Diz-se de um vinho redondo, fino, aveludado.

Acastanhado:

Termo utilizado para definir a cor de vinhos velhos e oxidados.

Acerbo:

Vinho que contém uma quantidade excessiva de ácido málico e tartárico, procedente de uvas pouco maduras.

Acescência:

Doença provocada por microrganismos que causam o pico do vinho. O excesso de oxidação pode originar este envinagramento ou “pico acético”. Na superfície do vinho afetado aparece uma película cinzenta.

Acetaldeído ou aldeído acético:

Aldeído etílico ou aldeído acético, substância constitutiva essencial do aroma de certos vinhos. Distingue os vinhos generosos que recebem o estágio oxidativo, como os portos tawny e os xerezes, caracterizando-se por um odor que recorda os frutos secos (nozes) ou determinadas frutas (maçã, marmelo).

Acetato de etilo:

Ester obtido mediante a combinação do ácido acético e do etanol, que favorece a firmeza de alguns vinhos tintos, mas cujo excesso produz um odor etéreo desagradável (agente da acescência).

Fonte: WineChef

Vinho tinto combate células de gordura e ajuda a emagrecer
3 de junho de 2016

A novidade é que o vinho tinto segura o ponteiro da balança por causa de uma substância chamada piceatanol. Ela retarda a geração de células jovens de gordura e as impede de se transformar em células maduras. Essa conclusão é de um estudo feito por cientistas da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, divulgada na revista NOVA.

Outra pesquisa, realizada ao longo de 13 anos pelo Women’s Hospital Boston, também nos Estados Unidos, com 19.200 americanas, comprovou que mulheres que consomem uma taça de vinho tinto por dia engordam menos que as que não bebem.

O vinho tem compostos bioativos, como o resveratrol, molécula presente na casca de uvas pretas e rosadas (procure por Cabernet, Sauvignon, Merlot, Syrah e Carménère no rótulo), que previne doenças cardiovasculares e tem efeito anti-inflamatório. Uma taça ao dia, cerca de 80 calorias, é a medida. Mais do que isso, aí sim poderá comprometer sua dieta.

Fonte: WineChef

Saiba como combinar vinhos com pratos típicos de inverno
23 de maio de 2016

Fondue de queijo vai bem com vinho branco Chardonnay, enquanto sopas combinam com tinto suave

Poucas coisas combinam tão bem como inverno e vinho. Nesta época do ano, são comuns as reuniões de amigos ou encontros românticos voltados para a degustação de pratos típicos das noites frias, que, geralmente, são mais encorpados, como ofondue e as sopas.

“As combinações entre os pratos e os vinhos são chamadas de harmonizações.  Para fazer a harmonização adequada, avaliamos o vinho, o tipo da uva, o processo de vinificação e o grau de amadurecimento e envelhecimento, entre outros fatores, e casamos com a estrutura do prato, a intensidade dos sabores e temperos. É importante que um sabor não se sobreponha  ao outro: eles devem se completar”, ensina a sommeliere  da Vinícola Salton, Carina Cooper.

Para fazer bonito na mesa de jantar e apostar na combinação perfeita de sabores, confira as dicas que da especialista para harmonizar pratos típicos do inverno com o vinho mais adequado.

Fondue de queijo. É um prato originário da Suíça que geralmente mistura queijos gruyère e emmental. Ele deve ser harmonizado com um vinho branco da uva Chardonnay, que é mais leve e cujo sabor não se contrapõe ao gosto marcante do queijo.

Fondue de chocolate. O ideal é servir com um licor de sabor doce e intenso, com teor alcoólico de 15%, adequado para sobremesas.

Cassoulet de feijão branco. Por ser um prato muito encorpado e macio, pede combinações que tenham a uva Merlot, também encorpada e que remete a uma sensação mais aveludada no paladar.

Joelho de porco. Como se trata de um prato um pouco mais gorduroso, a harmonização pede um toque refrescante. Aposte no vinho branco de uvas Sauvignon Blanc, que oferece acidez, ou Viognier, que possui corpo. “De preferência, escolha os vinhos de guarda, que passaram por barris de carvalho na elaboração e possuem um toque defumado”, aconselha a sommeliere.

Sopas. No geral, são bem harmonizadas com vinho tinto leve, de sabor fresco e frutado.

Puchero. Muito apreciado na Europa, o prato é a versão espanhola do cozido português. Por ser preparado com carne suína, grão de bico, feijão branco e batata, ele pede um vinho com textura médio a encorpado, preferencialmente feito com uvas Cabernet Sauvignon.

Polenta com ragu de cordeiro. Para a harmonização deste prato, o ideal é servir vinhos feitos da uva Merlot, que são frutados e macios e, ao mesmo tempo, mantêm o sabor e presença para acompanhar o ragu.

Aprenda a fazer uma deliciosa sopa de abóbora com gorgonzola, perfeita para o inverno:

Fonte: BolsadeMulher

6 rotas do vinho para conhecer e abastecer a sua adega
17 de maio de 2016

O frio está chegando e nada melhor do que aproveitar as baixas temperaturas para degustar um bom vinho. A bebida pode ser aproveitada em qualquer época do ano, mas apreciá-lo em dias mais frescos é uma forma de aquecer o corpo e ainda se satisfazer com vinhos mais encorpados, que podem ser combinados com ótimas receitas.

A bebida fermentada à base de uva, conquista paladares ao redor do mundo há séculos e, além de contar com variações de aroma, textura, coloração e sabor, os vinhos também fazem bem à saúde, chegando a reduzir em pelo menos 11% o risco de infecções por bactérias.

A bebida ainda é uma grande aliada ao combate a doenças cardiovasculares como o infarto já que possui ação antiplaquetária, reduzindo os níveis de colesterol e lipídios que podem obstruir as artérias.

vinho amigos

Os benefícios do vinho são muitos e para quem quer degustar a bebida mundialmente apreciada, nossos vizinhos da América do Sul são os destinos mais buscados pelos brasileiros, mas outros países mais distantes como França, Portugal, Espanha e Itália também costumam ser bem cotados, segundo agências de viagens especializadas nas rotas dos vinhos. Confira abaixo 5 dos principais destinos mundiais para você abastecer sua adega e aproveitar os melhores vinhos durante todas as épocas do ano.

Mendoza, Argentina

Mendoza é a principal zona de produção de vinhos da Argentina e o berço do melhor vinho Malbec do mundo, com uma produção que representa 70% de todo o cultivo nacional.

A cidade é dividida em quatro polos que movem a principal atividade da província: produzir vinhos excepcionais. A região tem aproximadamente 1.200 adegas onde é possível agendar uma visita guiada aos vinhedos, percorrendo os conhecidos “Caminhos do Vinho” e degustar os melhores rótulos.

Valle de Colchagua, Chile

A 130 quilômetros da capital Santiago, o Valle é o maior produtor de vinhos sofisticados do país. Uma boa possibilidade de roteiro é começar pela cidade de Santa Cruz de onde partem a maior parte dos passeios pelas vinícolas chilenas, entre elas a Viña Lapostolle, local onde as pessoas podem conhecer um museu do vinho e ainda pegar o trem do vinho, proposta confortável que passa por vários vinhedos interessantes de serem visitados.

Champagne, França

Reimis é uma das cidades mais visitadas da região francesa de Champagne e concentra cerca de 5 mil fabricantes de champanhe. Além de poder conhecer a fábrica de muitas das marcas mais famosas do mundo ainda, é possível circular pelas estradinhas ao redor dos vilarejos para conhecer diversos outros tipos de vinhos, alguns muito saborosos e pouco conhecidos.

Porto, Portugal

Além de ser muito conhecida por ser um ponto essencial no mapa dos apreciadores da boa gastronomia, Porto também é conhecido por seus incríveis vinhos. E é justamente nos vinhedos às margens do rio Douro que são cultivadas as uvas utilizadas na produção do conhecido vinho do Porto.

No entorno da cidade, museus, enotecas e construções históricas também podem ser visitados e oferecem um charme a mais à cidade.

La Rioja, Espanha

A região La Rioja fica no norte da Espanha e conta com mais de 500 adegas, sendo um verdadeiro paraíso para quem aprecia os vinhos e deseja experimentar bebidas diferentes das tradicionais.

Além das opções mais comuns de passeios relacionados aos vinhos ainda há a possibilidade de visitar o Festival “Batalla del Vino”, que acontece na cidade de Haro. No festival, uma multidão vestida apenas com roupas brancas participa de uma guerra com pistolas de brinquedo que disparam vinhos.

Toscana, Itália

Toscana possui um cenário cinematográfico de tirar o fôlego dos turistas. E já imaginou degustar um bom vinho vendo o pôr do sol na Toscana? Com clima e tipo de terra bastante adequados ao plantio de uva, a região que fica no coração da Itália produz vinhos de ótima qualidade.

Com cerca de 7 mil vinhedos, o local possui muitos lugares a serem visitados e uma ótima opção é conhecer a Toscana no mês de setembro mês das festas do vinho.

Fonte: Gastronomia