Aprenda como harmonizar vinhos com diferentes tipos de fondue

Aprenda como harmonizar vinhos com diferentes tipos de fondue
27 de julho de 2015

Fondue é mais que um prato. É praticamente um ritual seguido por muitos durante o inverno. E, se inverno pede fondue, este pede acompanhamento com vinhos! Para ressaltar o sabor das diferentes receitas, no entanto, é importante saber combinar receitas e vinhos. 

O chef Henrique Silva Campos, da CampCarne, listou algumas receitas e acompanhamentos para que você fazer um fondue de primeira na sua casa. Além de mais em conta, é possível apreciar essa delícia ao lado de uma lareira, assistindo um filme ou ouvindo música – sempre em boa companhia, é claro.Para quem nunca se arriscou no preparo, a primeira dica é comprar um réchaud, material específico para o preparo do alimento. “A forma de aquecimento é muito importante, por isso, vale a pena adquirir o material, disponível em diversos modelos no mercado”, explica Henrique.

Apreparação é quase um ritual mas também é muito prático pois pode ser preparado na própria mesa com os convidados. “Você pode deixar organizado todos os ingredientes e até preparar os molhos no caso da fondue de carne mas o ideal é que o resto seja preparado no momento em que for comer”, orienta.

Confira abaixo as receitas e como harmonizá-las:

Fondue de carne: para a fondue de carne a dica é servi-lo acompanhados de molhos como, por exemplo, rosê ou tártaro.

Harmonização: Com carne, o ideal é apostar em um vinho tinto, como um Cabernet Sauvignon.

Divulgação/CampCarne

Ingredientes e preparo do molho rosê:

100g de maionese
100ml de creme de leite
30ml de ketchup
10ml de conhaque
10ml de mostarda
5 gotinhas de molho inglês

Em uma tigela misture todos os ingredientes e mexa bem.

Ingredientes e preparo do molho tártaro:

250g de maionese
3 pepinos em conserva picadinhos
Cebolinha e salsinha a gosto picada
Meia cebola roxa picada

Em uma tigela, misture todos os ingredientes e mexa bem. Tempere a gosto com sal e pimenta

Ingredientes para o Fondue:

1kg de filé mignon cortado em cubos
2 xícaras de óleo
1 ramo de alecrim
1 ramo de tomilho
3 dentes de alho
Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de Preparo:

Em uma panela acrescente o alho, o tomilho e o alecrim juntamente com óleo. Deixe ferver por alguns minutos mas sem deixar fritar os ingredientes. Retire todos, menos o óleo e leve para o réchaud. A carne já deve estar temperada com um pouco de pimenta e sal. Com o espeto próprio, coloque a carne no óleo quente e deixe fritar pelo tempo que achar necessário. Retire e passe no molho de sua preferência.

Fondue de queijo: para acompanhar a fondue de queijo aposte em pães, croutons ou até mesmo presunto cru ou salames.

Harmonização: com queijos a aposta são nos vinhos brancos de alta acidez, como o Chardonnay.

Divulgação/CampCarne

Ingredientes para o Fondue:

300g de queijo emmental
300g de queijo gruyère
1 copo pequeno de vinho branco seco
1 dente de alho

Modo de Preparo:

Descasque o alho e esfregue-o no interior de uma panela. Rale os queijos, coloque-os na panela e acrescente o vinho. Leve ao fogo baixo por 15 minutos. Se quiser, pode temperar com um pouco de pimenta do reino. Despeje no réchaud para servir.

Fondue de Chocolate: para acompanhar a fondue de chocolate aposte em frutas como morango, banana, uva e maçã. Marshmallows também é uma boa opção para as crianças.

Harmonização: com chocolate o ideal é servir um licor de sabor doce e intenso, ideal para sobremesas.

Divulgação/CampCarne

Ingredientes para o Fondue:

200g de chocolate meio amargo ralado
1 xícara (chá) de creme de leite

Modo de Preparo:

Derreta o chocolate em banho maria e em seguida acrescente o creme de leite. Passe para o réchaud para servir com as frutas.

Fonte: Bonde

Importação de vinhos segue em alta em 2015
20 de julho de 2015

Mesmo com a burocracia e taxas elevadas para a importação do produto, a expectativa das empresas é de grande procura pela bebida neste Inverno

Foto: DivulgaçãoMesmo com a burocracia e taxas elevadas para a importação do produto, a expectativa das empresas é de grande procura pela bebida neste Inverno

Ao que tudo indica, nem mesmo o aumento dos impostos e taxas sobre a importação de vinho no Brasil vão desmotivar a compra e consumo no país. Em 2014, pesquisas confirmaram que a importação do produto atingiu um crescimento de 12,5%. Para este ano, a tendência é manter ou elevar este número. O Chile segue como líder dos importados no mercado interno e apesar do vinho nacional estar conquistando o paladar do brasileiro, Itália, França, Espanha e Argentina também têm uma considerável fatia em terras tupiniquins.

O consumo de vinhos no Brasil ainda não é uma tradição, mas nos primeiros sinais de temperaturas mais baixas, a procura pela bebida aumenta. O Managing Director, da DC Logistics Brasil, Guilherme Mafra, comenta que a importação do produto foi realizada já há três meses do Inverno e agora é que as empresas começam a lucrar com as vendas. “Esta antecipação é comum, pois existem regras e burocracias específicas para a importação de vinho no Brasil que demandam mais tempo”. Para ter uma ideia o licenciamento para importar vinho no país só é liberado após uma análise de amostra da bebida feita pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

A Decanter, de Blumenau (SC), uma das maiores importadoras de vinhos finos do Brasil e com ampla rede de Enotecas, lojas especializadas em todo o país, pretende aumentar as vendas em 2015. De acordo com o diretor da Decanter, Edson Hermann, um dos principais desafios encarados pela empresa e por outras importadoras é a alta do dólar e a inflação acima da média, o que influencia diretamente nessa área. Por isso, é preciso criatividade, dedicação ao negócio e trabalho árduo. “Uma das nossas ações foi investir na internet. Além do reforço no e-commerce de vinhos, outra aposta é o Decanter Wine Club, clube de assinaturas de vinhos finos onde a cada dois meses o interessado recebe um material completo em casa contendo fichas técnicas, informações sobre o produto e vinhos selecionados”, explica Hermann.

O diretor ainda afirma que as compras por meio digital não crescerão tão significativamente quanto nos outros anos, mas vão registrar resultados melhores que o comércio tradicional. “Nesse sentido, acredito que temos que nos reinventar e descobrir cada vez mais como cativar e incentivar este público, que é a chave para driblar essa fase que estamos vivenciando”, afirma Hermann.

(Redação – Agência IN)

Fonte: investimentonotícia

7 coisas que você precisa saber sobre os aromas do vinho
15 de julho de 2015

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Você tem algum amigo que pega a taça de vinho, enfia no nariz e fica dizendo coisas no estilo “aroma de frutas vermelhas”, “com um toque de chocolate” ou “algo de mineral”? Será que ele não está inventando tudo para parecer bacana? Pode ser. Muita gente repete feito papagaio o que lê nos contra-rótulos das garrafas. Não parece bacana, parece chato. No entanto, de fato, no vinho existem centenas de componentes aromáticos já identificados em laboratórios de química. Outros tantos, ainda não foram isolados em laboratório, mas são reconhecidos há anos por degustadores profissionais experientes (veja posts Nas tintas, quase sempre aparecem frutas vermelhas e Brancas podem ser muito aromáticas). E qualquer um com um nariz normal é capaz de perceber boa parte deles. Basta treinar. Mas para que saber se o vinho tem notas cítricas ou aroma de mel? Não que o mundo precise de mais um enochato, mas saber reconhecer aromas é importante para conseguir identificar o estilo de vinho de que você gosta. Só assim fica um pouco menos difícil comprar uma garrafa que você não conheça. Fora que é um grande prazer! Confesso, porém, que vicia. Não é muito difícil me pegarem com a cara enfiada numa taça de vinho como um noia numa lata de cola.

Para mim, cheirar o vinho às vezes é até mais gostoso do que bebê-lo. Tento não ser a chata da mesa, não ficar fazendo comentários. Mas, às vezes, escapa.
A seguir algumas dicas que vão ajudá-lo a se tornar um cheirador de primeira:

1. Os aromas são separados em famílias
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Nos cursos que dou, costumo levar taças como as da foto ao lado, com frutas, ervas, temperos, para que as pessoas treinem seu olfato. Passo também taças pretas, nas quais não dá para se ver o que tem dentro, para que tentem reconhecer os aromas sem a ajuda dos olhos. Algumas vezes, as pessoas adivinham de cara do que se trata. Outras, não têm a menor ideia. Em boa parte das ocasiões, no entanto, elas reconhecem uma família: “é algo cítrico”, “uma erva”, “tem algo de carne”. Conseguir saber de que família é um aroma quando se está cheirando um vinho já é uma vitória.

Os próprios especialistas dividem os aromas do vinho em famílias. Segundo Émile Peynaud, considerado o pai da enologia moderna, os aromas se agrupavam em: florais (rosa, violeta, jasmim, acácia, flores brancas), frutados (cereja, morango, ameixa, pêssego, limão, laranja, maçã), especiarias (pimenta-do-reino, cravo, canela, noz-moscada), animais (carne, pelo molhado, couro), vegetais (capim, ervas, pimentão, chá), minerais (petróleo, pedra de isqueiro, plástico), balsâmicos (resinoso, pinho, eucalipto), químicos (fermento de pão, enxofre, esmalte de unha, cola, removedor de esmalte), empireumáticos (associados a calor e fogo, como alcatrão, tostado, caramelo, café torrado) e outros (chocolate, mel, caixa de charutos, sous-bois). Hoje é muito comum se usar uma roda de aromas (veja foto acima), na qual se faz uma separação parecida, mas muitas vezes se tenta também estabelecer a origem desses aromas.
No que isso muda sua vida: Sabendo quais as famílias e os aromas que se encontram nos vinhos, você começa a distingui-los e vai estabelecendo suas preferências.

2. Os aromas mudam com o tempo
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Por origem, os aromas se separam em primários, secundários e terciários. Os aromas primários são aqueles que vêm da uva e do terroir diretamente, como os aromas florais e frutados. Os secundários surgem no processo de vinificação, como os aromas de manteiga ou fermento de pão. Os terciários se originam do envelhecimento na garrafa, como os aromas terrosos ou de frutas secas. Os aromas primários e secundários são mais fortes nos vinhos jovens. Conforme um vinho vai envelhecendo, esses aromas vão sumindo e vão se desenvolvendo aromas terciários. Caso se trate de um bom vinho e não estrague antes, é claro. Esses aromas mais evoluídos são o que se chama bouquet. Existem ainda os aromas defeituosos que ocorrem principalmente por contaminação durante o processo de vinificação ou por mau armazenamento.

No que isso muda sua vida: Se você gosta de vinho frutado ou floral, não vá comprar um vinho velho. Se gosta de um toque terroso, um aroma de frutas secas, escolha um já com uma certa idade.

3. Tudo começa com a uva
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Já ouvi dezenas de enólogos importantes dizerem que seu trabalho consiste principalmente em não estragar o produto que chega do campo. Acho um certo exagero e um tanto de falsa modéstia, mas, de fato, os aromas e outras propriedades do vinho dependem da uva. Cada variedade tem seus aromas característicos (veja posts Nas tintas, quase sempre aparecem frutas vermelhas e Brancas podem ser muito aromáticas). Eles se desenvolvem junto com o fruto e mudam com o amadurecimento do bago. Existe um ponto que os enólogos consideram como o ideal de amadurecimento aromático, que muitas vezes não foi atingido ou já passou no momento da colheita. Como assim, alguém colhe a uva antes de ela ter desenvolvido todos os seus aromas ou depois desses aromas terem começado a diminuir? Em alguns casos, os produtores são obrigados a fazer isso porque o grau de açúcar ainda não chegou no ponto ideal ou começou a subir demais, o grau de acidez começou a baixar, os dois juntos ou aconteceu uma tempestade de granizo, por exemplo.

No que isso muda sua vida: Saber os aromas característicos das diversas uvas ajuda muito na hora de sua escolha. O resto é mera curiosidade, porque de qualquer forma você terá de confiar no que diz o rótulo ou a ficha técnica para saber se o vinho tem uma boa expressão aromática ou não.

4. A terra e o clima mudam a uva
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Uma mesma uva pode ter diferentes aromas dependendo do solo, do clima, da quantidade de sol que recebe, da altitude e e de uma série de fatores relacionados ao local onde foi plantada. Até o que está plantado no terreno ao lado pode influenciar. Não tem muitas provas científicas de todas essas influências, mas a experiência mostra, por exemplo, que vinhedos de regiões mais frias, como a Borgonha (foto), rendem vinhos com aromas de frutas frescas e vinhedos de regiões quentes, como o Alentejo, dão vinhos com aromas de frutas madura, quase cheirando a geleia. Onde o solo é mais rochoso, tende a aparecer o tal do aroma mineral. Regiões com muitas horas de sol no período de desenvolvimento da fruta facilitam um amadurecimento mais pleno e, portanto, uma maior complexidade de aromas. E assim vai.
No que isso muda sua vida: Muita coisa, se você conseguir realmente dominar todos os fatores. Isso aumentaria muito suas chances de prever o estilo de cada vinho. Mas é bem difícil conhecer todos esses detalhes. Decore só a história dos vinhos mais frescos ou mais maduros.

5. A mão do homem
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A natureza sozinha não faz todo o trabalho. Mesmo nos vinhos orgânicos ou biodinâmicos, o produtor decide entre diferentes processos de vinificação e amadurecimento, e esses processos determinam a diversidade, a qualidade e a intensidade dos aromas. O primeiro trabalho do enólogo é evitar a formação de aromas desagradáveis. Nos vinhos brancos, principalmente, os cuidados começam logo após a colheita, mantendo a temperatura baixa para que não haja fermentação espontânea, evitando o contato do mosto com o oxigênio para miniminizar aromas oxidativos, rançosos. A fermentação do mosto dos brancos, em geral, não é feita em contato com as cascas para não haver excesso de extração de taninos, mas antes de iniciar a fermentação, há o contato pelicular, por um breve período, para extrair aromas. Nos tintos, o mosto fermenta com a casca, mas se houver um período de contato antes da fermentação há uma potencialização dos aromas. Nos espumantes, o tempo de contato com as leveduras é muito importante: quanto mais tempo o vinho ficar em contato com a borra das leveduras (que são retiradas no fim do processo) maior complexidade de aromas. O tipo de levedura selecionada, a temperatura da fermentação, fazer ou não fermentação malolática, tudo isso influencia. Mas são detalhes muito técnicos.

Já o papel do carvalho no aroma do vinho é mais fácil de entender. Preste atenção em três fatores: a idade, a origem e a tosta da madeira das barricas ou tonéis por onde passou o vinho. Um barril de segundo uso transfere menos aroma para o vinho do que um barril novo em folha. O carvalho francês passa um tipo de aroma, o americano, outro. O barril de madeira é queimado por dentro. Diferentes graus de queimado resultam em diferentes aromas. Veja uma lista do que esperar nos vinhos tintos:

Tintos em carvalho francês – côco, nozes, cravo, pimenta preta, canela, menta.
Tintos em carvalho americano: baunilha, noz-moscada, castanha, coco, especiarias (cominho, sálvia), frutas secas.
Tintos em barricas de tosta leve: casca de banana, mel, creme de cacau, chocolate branco, resina, madeira de serraria. média
Tintos em barricas de tosta média: amêndoa tostada, caramelo, chocolate, tabaco, café.
Tintos em barricas de tosta forte: pão tostado, fumo, folhas secas, grafite, chocolate preto.

No que isso muda sua vida: Muito, cada detalhe muda tudo. Mas é impossível decorar tudo. Concentre-se no que dá para lembrar: a influência do carvalho nos tintos e o contato com as borras, ou lias, nos espumantes.

6. Não é mágica, é química
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As pessoas vivem me perguntando se um vinho tem aroma de frutas vermelhas ou de chocolate porque puseram realmente frutas ou chocolate no tanque na hora de fazer o vinho. Não! Vinho é feito apenas de uva e levedura. Um vinho tem cheiro disso ou daquilo porque ele tem compostos químicos idênticos ou similares a esses itens. O Beaujolais Noveau, por exemplo, tem cheiro de banana porque, assim como as bananas, ele é rico em acetato de isoamila. Como eu disse lá em cima, não é invenção e nem mágica, é química. Centenas de compostos aromáticos presentes nos vinhos já foram identificados em laboratórios. Ésteres, álcoois, aldeídos e cetonas, acetatos, lactonas, cetamidas secundárias, compostos nitrogenados, compostos de enxofre, éteres, furanos e epóxidos, um monte de nomes difíceis dos quais a gente talvez tenha ouvido falar na escola. Lembro de bem poucos deles. Mas, se os cientistas dizem que eles são os responsáveis por essa “mágica”, a gente acredita.
No que isso muda sua vida: Mata a sua curiosidade e só.

7. É preciso saber apreciá-los
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80% do prazer que se extrai de um vinho (tirando os momentos de euforia alcoólica, é claro) vem de seus aromas. Muito do que a gente considera paladar é, na verdade, aroma. Paladar é só doce, salgado, amargo, azedo e o tal do umami. Gosto de cereja é a combinação do açúcar e da acidez da fruta agindo na boca com os aromas que chegam pela via interna até o nariz. Então, se você quer aproveitar um vinho, outra bebida ou mesmo pratos mais complexos, é bom desenvolver o potencial de seu nariz. Ele não é pequeno. Estima-se que o ser humano seja capaz de identificar 10 mil aromas diferentes. Esse trabalho é feito em conjunto pelos receptores olfativos, que ficam na cavidade nasal, e o bulbo olfatório, que fica perto, mas já no cérebro. Lá as sensações são registradas e decodificadas. Em primeiro lugar, é preciso respirar fundo, porque os receptores estão escondidos e protegidos na parte superior do nariz.

Em segundo lugar, mais importante, você precisa ter uma biblioteca de aromas na sua cabeça. Seu cérebro só identifica um aroma se ele tem um registro muito claro desse aroma. E a gente meio que se desacostumou de cheirar os alimentos. Outro dia, eu estava cheirando as frutas no sacolão aqui perto de casa e uma mulher chegou ao meu lado e disse meio em tom de brincadeira: “Posso perguntar por que você está cheirando as frutas?”. “Porque se elas não tiverem cheiro, não terão gosto de nada”, respondi. Sugiro que, sempre que puder, você cheire frutas, carnes, ervas, flores. E preste atenção nos aromas. Se puder colocá-las numa taça de vinho, melhor. Isso concentra os aromas.

No que isso muda sua vida: Muda radicalmente. Você passa a perceber aromas que nem sabia que existiam. Começa a fazer ligações entre eles. E a experiência de beber um vinho fica mil vezes mais rica.

Fonte: Brasil Post

Vinho branco também pode ser boa pedida para o inverno
9 de julho de 2015

Taça de vinho branco com pão

Vinho branco pode sim ser uma boa pedida também nos dias gelados

São Paulo – Renegado por muitos nas épocas mais frias do ano, o vinho branco pode sim ser uma boa pedida também nos dias gelados – basta saber escolher o rótulo correto.

A temperatura ideal para consumo do vinho branco varia entre 8º e 14º e a região de cultivo da uva pode influenciar no resultado final da bebida.

Segundo a Evino, loja virtual de vinhos, a região de cultivo é importante, pois pode influenciar no teor alcoólico do vinho – quanto mais sol as uveiras receberem, maior o teor alcoólico do vinho.região de cultivo da uva pode influenciar no resultado final da bebida.

Vinhos brancos produzidos com a uva Chardonnay dependendo da localização podem ter sabor e aroma diferentes.

Se a uva for cultivada na Califórnia, nos Estados Unidos, por exemplo, a bebida ganha notas de frutas tropicais e baunilha. Agora se for cultivada na região de Borgonha, na França, o vinho terá mais acidez, podendo apresentar notas de frutas como o pêssego e limão siciliano.

Os vinhos feitos com a uva Chardonnay combinam com frango, peixes e frutos do mar.

Outra uva bastante usada na produção de vinho branco é a Chenin Blanc. De acordo com a Evino, vinhos com esse tipo uva podem possuir aromas e sabores de frutas brancas, nozes, mel e cevada.

Se a uva for cultivada na região do Vale do Loire, na França, a bebida poderá apresentar boa acidez e poderá ser harmonizada com fondue de queijo – ideal para os dias frios.

Fonte: Exame

Vinho tinto ajuda a transformar gordura “má” em “boa”
8 de julho de 2015

Beber vinho tinto (com moderação, claro) pode ajudar a controlar o peso. A conclusão é de um novo estudo norte-americano, que revela que um composto presente nesta bebida alcoólica e em várias frutas como as uvas, as framboesas ou as maçãs é capaz de transformar o excesso de gordura branca – a chamada gordura “má” – em gordura bege, que queima calorias.

De acordo com uma equipa de investigadores da Washington State University, nos EUA, esta descoberta pode significar o desenvolvimento de novas estratégias para a prevenção e o tratamento da obesidade, corroborando estudos prévios que apontavam para uma capacidade protetora do composto em causa, o resveratrol, contra esta doença.Trata-se de um polifenol, ou seja, um tipo de antioxidante, que, além de presente no vinho tinto, é fácil de encontrar na maioria das frutas, em especial os mirtilos, os morangos, as framboesas, as uvas e as maçãs. Cerca de duas ou três porções diárias, revelam os cientistas, são o suficiente para evitar chegar a um peso excessivo.

“Usámos o resveratrol como um ‘representante’ de todos os outros polifenóis. Estamos a estudá-lo na sua forma pura para sermos consistentes com um estudo que saiu há 20 anos na revista científica ‘The Lancet’ e que mostrava que o resveratrol no vinho tinto tinha efeitos benéficos”, explica, em comunicado, Min Du, um dos autores da nova investigação.