Aprendendo a harmonizar espumantes e champagne

Aprendendo a harmonizar espumantes e champagne
25 de dezembro de 2014

É tradição! Onde exista uma comemoração especial, seja a celebração de virada de ano, seja uma ocasião de importância particular, a elegância e sofisticação dos vinhos espumantes estarão sempre presentes para tornar o momento ainda mais agradável.

Ao longo do tempo, o espumante ganhou novos significados no mercado dos vinhos, deixando de ser bebido exclusivamente nessas celebrações especiais, e passando a estar mais presente em outras ocasiões. Apreciada largamente no verão, a bebida borbulhante pode ser servida como aperitivo ou sobremesa, e também harmoniza incrivelmente bem com coquetéis diversos e refeições completas.

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro do Vinho, no ano de 2012 foram consumidos no Brasil mais de 8 milhões de litros de espumantes

ESPUMANTES, UMA RÁPIDA EXPLICAÇÃO

 

Tecnicamente falando, o espumante é um vinho que passa por duas fermentações, uma comum a todas as bebidas fermentadas, em que o açúcar da fruta se transforma em álcool, e outra, induzida, em que são acrescentados leveduras e açucares que produzem mais álcool e gás carbônico, elemento responsável dar por ao espumante sua característica principal, as borbulhas efervescentes.

O vinho espumante foi criado apenas no século XVI e demorou quase dois séculos até que fosse aperfeiçoado através do método Champenoise

Os espumantes variam de mais secos até mais doces e com isso hamornizam com tipos diferentes de pratos.

O método mais conhecido de fabricação do espumante é o criado na França, na região de Chamapanhe, e denominado “champenoise”; é resultado da tradição e da manipulação artesanal do vinho, nele, a segunda fermentação ocorre dentro da própria garrafa, exigindo um trabalho cuidadoso de manipulação. O outro método é conhecido como “charmat”, mais recente, onde a segunda fermentação do vinho se realizada em gigantescos recipientes de aço inox capazes de suportar grandes pressões, e à temperatura controlada.

Em Champagne, os espumantes são feitos com três castas de uvas, as tintas Pinot Noir e Pinot Meunier e a branca Chardonay. A partir disso, classificam-se os vinhos espumantes em Blanc de Blanc, quando feitos com uvas brancas, seja a Chardonay ou qualquer outra, e Blanc de Noir, quando feitos das tintas, seja a Pinot Noir, ou qualquer outra. Há ainda os espumantes Rosés, que podem ser elaborados por mistura de vinhos tintos e brancos.

De acordo, com a classificação com a quantidade de açúcar acrescido na segunda fermentação, os espumantes dividem-se em brut, demi-sec e doce, sendo o primeiro mais seco e menos adocicado e o último bem açucarado.

CHAMPAGNE, O MAIS FAMOSO ENTRE OS ESPUMANTES

 

As classificações acima foram todas cunhadas em Champagne, região da França responsável por produzir o mais famoso dos espumantes no mundo. É impossível não reconhecê-lo pelo nome. Oficialmente, apenas a região francesa pode utilizar a designação para os espumantes, pois é uma marca que só existe pela combinação de tipos específicos de uvas (Pinot Noir, Pinot Meunier ou Chardonnay) e pelo método de produção (Champenoise) – além do conhecimento tradicional e manipulação artesanal do vinho – somente encontrada lá.

Harmonização

Assim como outros gêneros de vinhos, o espumante possui uma grande variedade de rótulos, e isso influi na hora de harmonizar a bebida com os mais diferentes tipos de comidas. O método de produção, a variedade de uva e a quantidade de açúcar residual são alguns dos fatores que também influenciam no processo de harmonização. Por ser, em geral, uma bebida fresca e elegante, o espumante casa muito bem acompanhando comidas leves e sutis. Vejamos algumas dicas de especialistas de combinação deste tipo de vinho.

Entradas

No início da refeição, o espumante, com acidez e leveza na medida certa, é perfeito para abrir o apetite. A escolha do vinho deve acompanhar o estilo do prato. Uma salada com camarões, por exemplo, cai bem com um espumante brut; com carpaccio, um espumante Rosé; com canapés ou caviar, um prosseco italiano vai bem, com entrada à base de frutas, um espumante seco – o champagne francês combina com todos esses pratos.

Pratos principais

Combinações com carnes vermelhas e molhos de sabor forte são de difíceis, tente evitar. Frutos do mar como lagosta, salmão e camarão com molhos mais encorpados harmonizam perfeitamente com champagnes Blanc de Noir. Carnes brancas caem bem com espumantes secos mais ácidos.

Sobremesas

Espumantes mais doces ou Demi-sec da Itália são ótimos para saborear com doce com creme de vanilla, ou mesmo rabanadas.

Desde tempos remotos as bebidas estão presentes na celebração de momentos importantes. O réveillon, por se tratar de uma das celebrações universais mais antigas, sinônimo de renovação da vida, também é comemorado com uma bebida especial: o espumante, que, por causa de sua efervescência e translucidez, denota alegria, jovialidade, graça e suavidade é o acompanhante perfeito para este momento. Nada melhor que um bom vinho espumante acompanhando de uma ótima ceia para brindar a celebração da vida com a família e amigos!

Fonte: Clube dos Vinhos

Boas Festas!
23 de dezembro de 2014

Oito razões para beber vinho tinto. A sua saúde agradece
18 de dezembro de 2014

Beber um copo de vinho é uma boa maneira de terminar um cansativo dia de trabalho, se ingerido sem exageros. Mas, se é bom para nos ajudar a descontrair, também é sabido que nos faz bem à saúde. A revista Time decidiu compilar os benefícios da ingestão moderada deste líquido para homens (2 copos) e mulheres (1 copo).

1 – Promove a longevidade. Investigadores da Harvard Medical School confirmaram que o resveratrol, um componente encontrado na pele das uvas negras, estimula a produção de uma proteína que tem benefícios anti envelhecimento.

 2 – Melhora as capacidades de memorização. Novamente o resveratrol. Um estudo concluiu que as pessoas que ingeriam um suplemento desta substância evidenciavam mais capacidades para reter novas palavras e tinham melhor desempenho do hipocampo, parte do cérebro que está associada à formação de novas memórias, aprendizagens e emoções.

3 – Reduz o risco de doenças cardíacas. Um estudo de 2007 sugere que procyanidins, um composto encontrado no vinho tinto, ajuda a promover a saúde cardiovascular. O vinho produzido no sul de França e Sardenha, onde as pessoas tendem a viver até mais tarde, tem elevadas concentrações deste composto.

4 – Promove a saúde ocular. Um estudo desenvolvido na Islândia descobriu que os apreciadores de vinho, que ingeriam a bebida de forma moderada, tinham menos 32% de hipóteses de desenvolver cataratas do que os que não bebiam vinho tinto.

5 – Reduz o risco de cancro. Uma proteína na pele da uva pode ajudar a destruir as células cancerígenas, reportam investigadores da Universidade de Virginia. O resveratrol ajuda a bloquear o desenvolvimento de uma proteína que ‘alimenta’ as células cancerosas.

6 – Melhora a saúde dentária. Pesquisas recentes, de acordo com a Time, concluíram que os antioxidantes presentes no vinho podem atenuar o crescimento de bactérias da boca e potencialmente prevenir cáries. Para provar a sua teoria, os investigadores trataram um conjunto de bactérias responsáveis por doenças dentárias com diversos líquidos, verificando que o vinho tinto era o mais eficaz na sua erradicação.

7 – Ajuda a reduzir o colesterol. Algumas variedades de vinho poderão ajudar a baixar o colesterol. Participantes saudáveis a quem foi dado um suplemento de uma substância encontrada no vinho viram o seu nível de ‘mau colesterol’ baixar 9%. Os que já tinham uma elevada taxa registaram uma queda de 12%.

8 – Ajuda a defender-se da gripe comum. Graças aos antioxidantes presentes no vinho, investigadores descobriram que as pessoas que bebiam mais de 14 copos deste líquido por semana tinham menos 40% de probabilidade de contrair o vírus da gripe.

Fonte: Notícias ao Minuto

Antes da sua festa de Réveillon, conheça os principais tipos de espumante
11 de dezembro de 2014

Sommelier do Senac elabora glossário para explicar alguns termos que constam nos rótulos da bebida 

Os espumantes são um dos elementos mais marcantes das festas de final de ano. A bebida se divide em vários tipos, cada um deles com características especiais que se harmonizam com cada ocasião. Nos rótulos das garrafas, encontramos muitos termos, a maioria de origem estrangeira, usados para categorizar a bebida.

Com a ajuda do sommelier César Nicolini, do Senac, ZH apresenta um glossário com os principais nomes usados para identificar os espumantes:

- Nature, Extra Brut, Brut, Demi-Sec e Doce: Em ordem crescente, os termos dizem respeito à quantidade de açúcar presente na bebida, sendo o Nature o mais seco e o Doce o mais doce.

- Champagne: É a denominação que só pode ser usada para espumantes produzidos na região francesa de Champagne. Não confundir com “champanha”, palavra aportuguesada que se refere a qualquer espumante.

- Cava: Espumante espanhol produzido na região da Catalunha. Elaborado pelo método tradicional, é um dos mais consumidos no mundo.

- Blanc de Blancs e Blanc de Noir: Em francês, os termos designam, respectivamente, “vinho branco de uva branca” e “vinho branco de uva tinta”. Vinhos brancos podem ser produzidos a partir de uvas tintas, desde que a casca (que dá cor ao vinho tinto) seja separada no processo.

Quanto aos métodos de produção, os espumantes se dividem, principalmente, nas seguintes variedades:

Champenoise (ou Tradicional): Encorpado, com aromas envelhecidos e oxidativos, tem a segunda fermentação feita na própria garrafa. Acompanha bem pratos mais elaborados.

- Charmat: É mais leve e menos estruturado do que os espumantes elaborados pelo método Champenoise. Em vez das garrafas, nesta variedade a segunda fermentação ocorre em grandes autoclaves.

- Moscatel: Produzido por um método criado em Asti, Itália, é um espumante aromático e doce, ideal para acompanhar sobremesas à base de frutas, como torta de maçã.

- Demi-Sec: Um meio-termo entre o Brut Seco e o Moscatel doce, é uma boa opção para harmonizar com aves como peru e seus acompanhamentos agridoces.

- Prosecco: Espumante cítrico, leve e descontraído. De origem italiana, a variedade é produzida por muitas vinícolas brasileiras. Harmoniza bem com pratos mais leves, empanados e tempuras.

Fonte: ZH

Produtores de vinho do Brasil comemoram recorde nas exportações
4 de dezembro de 2014

País nunca vendeu tanto vinho lá fora: mais de R$ 16 milhões em apenas seis meses, 250% a mais do que no primeiro semestre do ano passado.

Os produtores de vinho do Brasil estão comemorando um recorde histórico nas exportações. No Rio Grande do Sul, de onde sai quase toda a produção, essa celebração tem sido compartilhada com milhares de turistas.

Nossos vinhos e espumantes conquistaram até a França, considerado o mercado mais exigente do planeta. E não só ela: outros 35 países se renderam ao produto brasileiro. Tem rótulo até para japonês ler.

“Vinho brasileiro vem numa crescente de qualidade há muitos anos, e hoje ele se mostra um vinho muito leve, um vinho agradável, frutado. Sempre com essa característica que o consumidor vai buscar quando se fala em Brasil. Ele vai buscar uma bebida alegre”, afirma o enólogo André Peres Júnior.

O Brasil nunca vendeu tanto vinho lá fora: mais de R$ 16 milhões em apenas seis meses, 250% a mais do que no primeiro semestre do ano passado.

Vinícolas grandes ou pequenas, todas comemoram. Como a mostrada no vídeo, que estoca o vinho engarrafado em casa, junto com as geleias e biscoitos feitos pela família. Parece um negócio informal, mas os três irmãos são os autores do vinho da Copa.

“Ver o consumidor degustando um vinho que foi feito pela nossa equipe, pela nossa família, é a realização com certeza do sonho de vida nosso”, conta Giovanni Carraro, proprietário de vinícola.

A carta de vinhos nacional é extensa, e cada um é motivo de orgulho. O Vale dos Vinhedos é um dos pedaços mais lindos dessa terra. Um lugar coberto por parreirais que às vezes abrem espaço para casarões e estradinhas, como a do vídeo, que levam às vinícolas, onde os turistas ouvem que o vinho é feito também de cultura e vivência.

Eles vêm de todos os lugares do Brasil. Oitenta mil só no inverno. Conhecem as parreiras. Alguns plantados há quase cem anos. Visitam as caves, onde barris de carvalho trabalham o aroma e o paladar. São recebidos nas vinícolas pelos próprios donos. Uma confraternização com música típica, mesa farta e vinho à vontade.

Fonte: JN